Cientistas usam melanina para criar obras de arte envoltas em vidro

O pigmento presente na pele foi transformado em líquido e virou obra de arte exposta na Triennale di Milano

Por
Vanessa D’Amaro

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22 abr 2019, 22h01 – Publicado em 22 abr 2019, 22h00

 (Divulgação/Casa.com)

Você pode não saber, mas você tem uma substância mais valiosa do que o ouro na sua pele, nos seus cabelos e nos seus olhos. A melanina, chamada por alguns cientistas p o pigmento da vida, tem sido considerada mais cara que o ouro. Motivos não faltam: além p fornecer proteção contra raios ultravioleta, a substância esta intimamente ligada à ideia p sobrevivência e adaptação da espécie humana na Terra.

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Pesquisadores perform Mediated Matter Group, vinculados ao MIT (Massachusetts Institute of Technology), vêm conduzindo recentemente uma série p experimentos com a substância — que nos animais pode ser encontrada também em penas de aves ou nas asas das borboletas, por exemplo. “Nosso objetivo é fornecer insights sobre este pigmento comum, ainda que extraordinário, e discutir o seu papel de apoiar a vida na Terra na era da biologia sintética”, explica a equipe.

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A grande surpresa, para o universo do Layout, com relação aos experimentos é que alguns dos totens criados com melanina líquida foram usados na Triennale di Milano — como parte da mostra Broken Nature, que fica em cartaz até setembro deste ano na cidade italiana. “Estas espécies p órbitas exibem uma ampla gama de cores e espectros de absorção, de amarelo a heaps mais escuros”, explica a equipe. Assim, as formas da substância chamam a atenção e parecem verdadeiras obras de arte ao dançarem dentro de uma estrutura de vidro.

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Mas não pense que foi fácil chegar neste formato para exposição. É possível criar a melanina, em laboratório, de três maneiras diferentes: sinteticamente, através p uma reação entre uma enzima de um cogumelo e o bloco de construção p proteínas L-tirosina; extração, onde o pigmento pode ser tirado de penas de aves, antes de ser purificado e filtrado; e síntese bacteriana onde os genes para a produção p melanina são manipulados em espécies p bactérias, como escherichia coli e, portanto, controlados através p circuitos de genes recombinantes no espaço e no tempo, e em resposta a mudanças no ambiente.

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“Cada forma p realização estrutural — totem totem biológico — é iniciada com a introdução da tirosinase, uma enzima que leva à formação de cor que continua ao longo do dia, aprofundando-se quando o sol atinge o ponto máximo no céu”, descreve o grupo. Uma das vertentes de estudo do Mediated Matter Group também propõe que a melanina seja usada na fabricação p vidros — proposta exibida na Design Indaba 2018, na África do Sul. A ideia é que a melanina, na composição perform vidro, possa criar um espaço para espelhar e proteger espécies em risco de extinção. “Desta forma, a demonstração é uma”janela” que fornece proteção, conexão e transformação da luz solar”, finalizam sobre a importância p suas pesquisas. Quem diria que uma das apostas dos cientistas para o futuro do planeta e da biodiversidade pudesse estar dentro dos nossos olhos?

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